Ela não pintaria os cabelos por ele. Quem sabe fosse capaz de trocar seu músico de jazz favorito, ou até mesmo o jazz pelo blues. Uma nova maneira de vestir-se era uma hipótese a ser considerada. Os cabelos, não.
Lembra com saudade daquela noite – não possuía lua cheia nem estrelas, ou nem percebera. Ele pôs a mão no bolso, tirou um cigarro. Pegou a caixa de fósforos para acendê-lo – mas cigarro tem de ser aceso com isqueiro, pensava ela. Entretanto, surpreendeu-a: guardara o fósforo usado de volta na caixa. E ela ainda não havia visto que os seus olhos eram verdes.
Mas os homens mudam. A separação fora inevitável. Talvez se eu houvesse tido um filho... Não! Ela também não o queria. Até a cor dos olhos mudaram. Agora, azuis.
Ela fizera uma única plástica. Ainda possuía os seios erguidos. Os saltos altos começou a usá-los menos frequentemente. Mas nos dias de reunião não havia problemas, até sentia-os confortáveis.
Ela saía com amigas nos finais de semana. Sexta-feira, principalmente. No sábado, gostava de ver filmes. Os sábados eram os dias que mais lembrava dele. E justamente em um sábado, em um sábado à tarde. Logo em um sábado – no dia da criação –, ela o vira com uma menina cabelos negros.
Então, resolveu conquistá-lo novamente. Ela estava disposta a fazer tudo por ele. Mas os cabelos, não.
Então, resolveu conquistá-lo novamente. Ela estava disposta a fazer tudo por ele. Mas os cabelos, não.
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